A mocidade galega a comezos do 2006.
O informe apresentado pola Fundaçom Santa Maria no passado 4 de Abril em Madrid oferece dados de interesse para as pessoas envolvidas na causa da Galiza. Em um dado que confirma a tendência recolhida em anteriores estudos estatísticos –e todos eles elaborados polo espanholismo-, confirma-se mais umha vez a tendência à alta ou ao mantimento da consciência nacional galega entre a nossa mocidade. Segundo o informe “Jovens Espanhóis 2005”, mais de 41% d@s moç@s enquisad@s sentem-se mais galeg@s do que espanhóis ou espanholas, percentagem só superado por países como País Basco, Canárias ou Astúrias.
Na informaçom desglossada pola entidade espanhola, tam só um 16% da mocidade do nosso país confirma sentir-se ‘prioritariamente espanhola’, enquanto um considerável 40% dá a mesma importáncia à identidade galega que a espanhola. De resto, as estatísticas achegam dados relevantes para o conhecimento das tendências sociais vigorantes. Face a realidade captada pola mesma fundaçom em 1994, detecta-se um progressivo corrimento das prioridades juvenis cara aspectos mais relacionados com a vida íntima e pessoal face aqueles vinculados ao sucesso profissional. Assi, ganham peso as noçons de ‘lezer e tempo livre’, ‘família e amigos’ e ‘vida sexual’. Ainda, mantenhem-se num posto de grande preeminência aspectos como o trabalho ou o desejo de ‘ganhar dinheiro’. Face 1994, e segundo o inquérito que analisamos, o chamado ‘terrorismo’ ascende a primeiro nas consideraçons das e dos jovens, adiantando o desemprego ou a vivenda.
É de especial interesse a auto-valorizaçom que a mocidade fai sobre si mesma, longe dos habituais juízos moralistas aos que os submetem outros sectores sociais. Assi, em consoáncia com o lugar marginal que ocupam aspectos como a ‘moralidade’ ou a ‘política’ nas preocupaçons da juventude, as e os próprios jovens definem-se como ‘imediatistas’, ‘egoístas’ e totalmente dependentes do consumo. A prolongaçom da dependência familiar, a temporalidade laboral ou o refúgio na vida privada ante os problemas colectivos som reconhecidos como atitudes habituais da mocidade galega e do conjunto do Estado espanhol.
